
Leva-se dois longos dias de intensa caminhada para se chegar ao cume do Monte Roraima, que tem quase 3 mil metros de altitude.O esforço é tremendamente recompensando por um mundo virgem, exclusivo e inusitado: formações rochosas distintas, plantas raras e a proximidade com o céu paradisíaco.

Só se chega ao monte através da Venezuela. De lá, quando as neblinas não o enconbrem, é possível vê-lo em toda sua imponência. A rota foi descoberta em 1884 pelo botânico inglês Everard Im Thurn e permanece a única até hoje. O lugar é repleto de cachoeiras e tomado pela Floresta Amazônica, mas é inacessível por terra. Procure ir de novembro a março, época em que chove menos.


É como diz o ditado: "Quem bebe da agua do Rio Branco, sempre volta!"
Boa Vista, a capital do Estado de Roraima, está localizada à margem direita do rio Branco, um afluente do rio Negro.
É uma cidade planejada, com ruas largas e inteiramente disposta em formato radial, dando a aparência de um leque. A temperatura varia de 20° a 38°C, ( média anual de 27,4º C).
Por ter se expandido em área de savana, em um terreno plano na sua quase totalidade, Boa Vista é agraciada com os ventos alísios vindos do Caribe nos meses de dezembro a março, quando as chuvas se tornam ausentes e o sol brilha todos os dias num límpido céu azul.
De difícil acesso, o município de Uiramutã, em Roraima, reserva pequenas surpresas a quem o visita – tudo com muita aventura. São serras, presentes em toda parte, igarapés e cachoeiras de águas correntes muito convidativas a um mergulho. Completando esse cenário, há o Monte Caburaí, reconhecido como o extremo norte do Brasil, do alto de seus 1.465 metros de altitude.

É lá, dentro do Parque Nacional do Monte Roraima, que nasce o rio Uailã, que forma pelas serras as cachoeiras de Aron Garen, Andorinha e Caveira. A área, inóspita, é muito explorada por aventureiros que praticam canoagem nas corredeiras do rio. Há pacotes que incluem, além da prática desse esporte, a visitação a comunidades indígenas locais.

Para quem gosta de aventura e está cansado das competições tradicionais, o Rally Extremo Norte, que teve sua primeira edição realizada no final de outubro pode ser uma boa opção. O percurso de 250 km proporcionou não só muita adrenalina aos cerca de 50 participantes, como também muitas paisagens exóticas e naturais da desconhecida Roraima. A prova foi exclusiva para veículos 4X4, 4x2, quadriciclos e motos, que passaram por estradas pavimentadas, secundárias, particulares e circuitos alternativos em locais rurais pouco explorados, com vários atrativos turísticos, fauna e flora exuberantes. Além disso, havia provas como tiro ao alvo e arco e flecha pelo caminho, que também contavam pontos. Gostou? Então comece a se preparar para a edição do ano que vem!

Chamadas de Tepuis, esse grupo de montanhas gigantescas de topo plano (que se formaram há mais de 2 bilhões de anos) são bastante comuns no norte da Amazônia. A mais famosa e lendária de todas elas é o
Monte Roraima, que serviu de inspiração para o escritor inglês Arthur Conan Doyle escrever 'O Mundo Perdido', clássico infanto-juvenil no qual o professor Challenger, cientista aventureiro, descobre um planalto isolado do mundo por penhascos verticais, hábitat de criaturas pré-históricas.
Na mais recente expedição do projeto Pontos Culminantes, que vem atualizando a altura das principais montanhas do Brasil, pesquisadores do IBGE e militares definiram que a
porção brasileira do Monte Roraima (o platô esparrama-se ainda pela Venezuela e a Guiana) atinge 2 734 metros, 5 metros a menos do que se considerava. A sétima montanha mais alta do Brasil também é a mais mágica de todas.
São inúmeras as opções de guias e passeios. Para quem quiser se aventurar pelo
trekking, vai precisar utilizar um pouco suas pernas e pulmões; a caminhada inclui subidas consideráveis, mas o esforço é recompensado por uma savana recortada por rios e cachoeiras. O local fica dentro do Parque Nacional do Monte Roraima, ao norte do Estado (na fronteira com a Venezuela e a Guiana). A
subida até o topo é realizada em território venezuelano e conta com a ajuda de carregadores, infra-estrutura de acampamento e cozinheiro. Ao todo, o passeio dura nove dias, mas fique atento; ele
só é realizado de abril a dezembro...