
Baladas de Cuiabá... Cuiabá é a capital do estado brasileiro de Mato Grosso; a cidade forma uma conurbação com o município de Várzea Grande. Segundo o IBGE, a população de Cuiabá é de 530 mil habitantes. E não, não sou eu na foto...

Cáceres, situada a 215 km de Cuiabá (MG) permite um passeio de barco pelo Rio Paraguai para os turistas que têm vontade de conhecer a história e a geografia do Pantanal. É intensa a movimentação dos pescadores nesse trecho, e as colinas que acompanham os meandros do rio. Ao longo do caminho, o rio se aplaina e surgem baias, ilhas e fazendas antigas produtoras de charque como Barranco Vermelho e Descalvaldos, que apesar de não estarem bem conservadas, recebem visitantes. Nas margens do rio, destaque também para vida noturna: restaurantes flutuantes e bares são a diversão dos turistas.
Em cinco dias de viagem em um barco-hotel, pode-se chegar a Corumbá, no Mato Grosso do Sul passando pelos arredores do Parque Nacional do Pantanal, na foz do rio Cuiabá. Para quem prefere se hospedar em terra firme, há aindahotéis ribeirinhos bem estruturados, distantes da zona urbana e alguns com acesso apenas por via aquática.

A Caverna Aroe Jari, principal atração de Campo Verde, Mato Grosso, tem 1,55 km de extensão. Dentre as diversas cachoeiras que há lá dentro, destaque para a da Lagoa Azul, uma piscina azul cristalina que se reflete nas paredes.

O visitante conta, ainda, com o acompanhamento de guias com experiência em espeleologia durante os passeios.
O local disponibiliza também uma estrutura de restaurante, banheiros, equipamentos de segurança (perneiras e capacetes), redário e trilhas pelo cerrado.
O trecho entre o estacionamento e a entrada da caverna é percorrido por trilhas agradáveis, passando por veredas, campos úmidos e matas de galeria.
A Caverna Aroe Jarí é um verdadeiro microcosmo do cerrado brasileiro. Uma mostra que dará vontade de percorrer todo este ecossitema pelo centro-oeste do Brasil.

Na Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, paisagens fantásticas e misticismo se entrelaçam. Crenças à parte, o ambiente é realmente mágico.
Justamente para proteger manter essa magia natural preservando a fauna e flora do cerrado brasileiro, foi criado, em 1989, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Ali estão cachoeiras, grutas, cavernas, morros e formações rochosas em meio a cânions de arenito com até 350m de altura. Seu cartão postal é a Cachoeira do Véu da Noiva, com 86m de queda. Mirantes naturais proporcionam vistas incríveis das planícies do Centro Oeste brasileiro e até do Pantanal. Esse cenário exuberante tem sido um dos lugares preferidos de místicos em busca de energias positivas, mas também de pessoas que querem respirar mais tranqüilamente e viver um dia de cada vez, recebendo aos poucos os presentes da natureza

(Foto: Silvio Vince Esgalha)
O Estado de Mato Grosso é um dos destinos preferidos quando o assunto é pesca esportiva. Drenado pelas Bacias do Prata e Amazônica, Mato Grosso possui alguns dos peixes mais desejados do Brasil: Dourado, Jaú, Cachara, Pintado, Matrinchã e Pacu.
Todas essas espécies e outras mais são encontradas em abundância nos rios do Pantanal, Amazônia (isso mesmo), e Vale do Araguaia.
O Festival Internacional de Pesca de Cáceres é referência nacional e internacional: já entrou até para o livro dos recordes (Guinness Book) como o maior evento mundial na categoria pesca em água doce.
Outras opções lugares para a prática da pesca esportiva no Mato Grosso são os infalíveis Poconé, Barão de Melgaço, Barra do Garças e Alta Floresta...
Diversas instituições (como o Ministério do Turismo, Embratur), secretarias e fundações fazem um trabalho de conscientização estimulando ações de educação ambiental e divulgando técnicas não-agressivas como o pesque-e-solte, possibilitando que os peixes fisgados sejam devolvidos com vida ao rio, sem prejudicar o equilíbrio ecológico dos rios da região...


O vale do Rio Guaporé une o que de mais exuberante a natureza brasileira tem: é o ponto de transição entre o Pantanal mato-grossense e a Floresta Amazônica. Lá, entre os campos alagados e vegetação de cerrado, despontam formas de vida que, unidas à fauna e flora amazônica, são uma explosão de vida.

Do encontro da floresta tropical, mata de igapó a campos alagados aparecem aves, peixes, jacarés, tartarugas e muitas outras formas de vida só encontradas ali. O vale do Guaporé, que fica a 200 km de Cuiabá, atravessa uma área de 1,5 milhão de hectares, que abrangem o território brasileiro e boliviano, no sudeste da Bacia Amazônica e ao norte do pantanal mato-grossense.
Atualmente, estuda-se a possibilidade de transformar a área em uma unidade internacional de conservação, incluindo as serras de Santa Bárbara e Ricardo Franco, que separa o território brasileiro do boliviano, e é o ponto mais alto do estado. Essa serra fica no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, que, fundada em 1746, foi a primeira capital do Mato Grosso. A cidade teve prosperidade na época em que tinha essa posição, mas com a mudança da capital para Cuiabá em 1820, parou no tempo. Hoje lá vivem os nativos, que aos poucos foram se misturando com povos de civilizações africanas, andinas e indígenas da Amazônia. As ruínas da Igreja Matriz [foto acima] e tradições populares como a dança do Congo e do Chorado tornam o povoado uma verdadeira relíquia antropológica.
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Aqui vai uma bela dica: agora no mês de outubro está terminando a melhor época para visitar o Pantanal (a maior planície inundável da Terra). São os últimos dias da "seca" no Pantanal, ou seja, o melhor período para desbravar e aproveitar as belezas da fauna e da flora pantaneira.
É nessa época que os animais são mais facilmente avistados; no período (cíclico) da 'seca', a maioria da fauna pantaneira fica mais exposta, é muito mais fácil para os turistas conseguirem ver os mais belos representantes das inúmeras espécies que habitam essa região:

São milhares de jacarés, a arara azul, o gavião-fumaça, o tuiuiú (foto acima), o tamanduá-bandeira, a curicaca do pescoço amarelo, a garça. Mas não pára por aí... é exatamente nessa época que a árvore-símbolo do Pantanal, o Ipê roxo, floresce e deslumbra a todos com a beleza e o colorido de seus tons indescritíveis. É um espetáculo e tanto...

No Pantanal o ano se divide em quatro épocas: chuva (outubro a dezembro), cheia (janeiro a março), vazante (abril a junho) e seca (julho a setembro). O que faz do Pantanal uma região única são suas diferentes paisagens que podem mudar radicalmente ao se atravessar a margem de um rio. Campos, alagados e matas com influência da Floresta Amazônica, do Cerrado e da Caatinga formam uma mistura de ecossistemas que podem ser contemplados o ano todo. O equilíbrio depende das águas e do ciclo de cheias e secas da região.
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A Chapada dos Guimarães está localizada no Estado de Mato Grosso, no Brasil, na região central da América do Sul, mais precisamente entre as coordenadas geográficas 15º 10' - 15º 30' latitude Sul e 55º 40' - 56º 00 longitude Oeste, o município possui cerca de 6.000 km2, está situado na borda do Planalto Central Brasileiro, a cidade está 860m acima do nível do mar.

Com cavernas, montanhas, cachoeiras e formações geológicas espetaculares, a Chapada dos Guimarães tem uma flora e fauna exuberante, perfeita para quem gosta de natureza de verdade. Embora possua infra estrutura, ela felizmente é rústica, integrada à paisagem. O pessoal que curte a chapada é essencialmente jovem, campistas, estudantes descolados que buscam aventura no coração da América do Sul.

Noites estraladas, pôr-do-sol dourado, árvores centenárias e rios, cachoeiras... Pra quem ama a natureza a chapada é uma pedida inesquessível.