As belezas de Rio Branco, capital do Acre

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No centro de Rio Branco você encontra essa charmosíssima praça ornamentada com imponentes árvores, alguns coretos adornados com paxiúba e cipó, e grandes pórticos. Além, é claro, do belíssimo Palácio Rio Branco:

A Praça Povos da Floresta foi instituída para homenagear o líder seringueiro Chico Mendes, representado por uma estátua conduzindo uma criança. A estátua de Chico Mendes foi confeccionada em argila e bronze em tamanho natural.
É lá também que fica o Centro de Atendimento ao Turista -- instalado no antigo Bar Municipal (edifício construído em 1945). Funciona durante os sete dias da semana, das 8h às 18h.
Só para facilitar a localização: a Praça Povos da Floresta é o prolongamento da Praça Eurico Gaspar Dutra...


O município de Porto Acre, a 50 km da capital acreana, só ganhou o status de município em 1993, quando foi separado de Rio Branco.
Esse importantíssimo marco da história brasileira foi fundado em 1899 por um ministro boliviano (que batizou o local como 'Puerto Alonso'). A cidade de Porto Acre foi o cenário da maior batalha travada entre brasileiros e bolivianos pela posse das terras acreanas:

Porto Acre também já viveu toda a riqueza de dois ciclos da borracha (e depois seu declínio). Atualmente é uma cidade hospitaleira e pacata, mas que não abre mão da memória de seu passado de lutas tão importantes para a formação do Território Nacional...
Para quem gosta de ir além das fachadas históricas, uma boa pedida é visitar o acervo em exposição permanente na Sala Memória da Cidade...

O Parque Nacional da Serra do Divisor abrange uma área de aproximadamente 846.633 hectares. Ele fica localizado no Estado do Acre, na fronteira com o Peru, e engloba os municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.
Ele nunca foi explorado propriamente, e esse é o seu maior trunfo; é uma riquíssima região que precisa continuar preservada. A reserva foi criada em 1989, pelo Governo Sarney...
O Parque Nacional da Serra do Divisor possui, muito bem guardados, vários tesouros naturais brasileiros. No interior do Parque, à margem direita do Rio Moa, habita a população indígena Nukini. Há ainda registros da existência de fósseis às margens do Rio Juruá:

A maior parte da área é coberta por Florestas Tropicais Abertas de Cipó (com bastante espaço entre as árvores, como o juá, a castanha-de-periquito, o taperebá e o inharé) e de Palmeira (grandes agrupamentos de palmeiras da região: paxiúba-lisa, patauá, açaí, jaci, murumuru, paxiúba-barriguda, inajá e jarima).

As visitas só podem ser feitas com autorização prévia do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis).

Rio Acre: com nascente no Peru, banha os municípios de Brasiléia, Xapuri e Rio Branco, terminando seu trajeto no Rio Purus (braço do Amazonas). Divide a capital do Acre em dois distritos. Entre julho e agosto suas águas barrentas tornam propícias para o banho e prática de esportes náuticos. No verão, formam-s diversas praias ao longo de seu curso, dentre as quais se destacam a Praia do Amapá e a do Riozinho do Rola. É um rio muito importante para as comunidades locais, mas conta com pouca infra-estrutura – o que na verdade pode ser um trunfo.
Casa do Índio: Fica na Rodovia AC-040, a 10 km de Rio Branco. Metade de sua área (de cerca de 52 hectares) é coberta por vegetação primária, com floresta densa e fauna diversificada, onde podem ser realizadas trilhas que desvendam aspectos da cultura e vida amazônica, como a existência de malocas indígenas e visita a locais com animais silvestres, etc. O restante do território é ocupado por áreas destinadas ao lazer e ao turismo. Localiza-se próxima ao Memorial Chico Mendes (que fica dentro do parque que leva o mesmo nome do líder seringueiro), que conta com campo de futebol, mirante, quadras de areia e ciclovia. 
Museu da Borracha: inaugurado em 1978, é um espaço cultural dinâmico, ou seja, não se prende apenas ao passado, pois continua sua pesquisa e coleta dessa atividade tão íntima do Acre. O museu realiza também o trabalho de conservação, divulgação e exposição da cultura seringueira. O acervo reúne peças de arqueologia, paleontologia, história e itens como manuscritos e documentos referentes à história do Acre. Para se aprofundar ainda mais no assunto, uma boa dica é a Casa do Seringueiro, onde há fotos, quadros, maquete de uma colocação dos seringueiros, réplica de um defumador de látex e da casa do seringueiro, além de quadros retratando Chico Mendes.
Dica: Para realmente entrar no universo do Acre, nada como uma boa leitura. A dica aqui é “Chico Mendes: Crime e Castigo”, de Zuenir Ventura.
