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SPINTRAVEL | VIAGEM & TURISMO

Postado em 2/11/2009 17:23 por Fernando Gomes

Especial Amapá 1 - Turismo e aventura no meio do mundo


Macapá, o rio Amazonas e a Fortaleza de São José - atrações superlativas do Amapá.

Se disser que vai ao Amapá, é bem possível que você ouça uma pergunta sem graça, mas até certo ponto justificável: o que vai fazer lá? Localizado no extremo norte do País, região amazônica, o Estado é pouco conhecido e raramente freqüenta a lista dos roteiros turísticos preferidos dos brasileiros. Quando aparece na imprensa de alcance nacional, geralmente é para ser citado como o Estado que mantém a maior área de floresta intacta no Brasil, cerca de 95% do seu território. Esse fato orgulha os amapaenses, mas não é razão para concluir que o Amapá seja apenas uma geografia – privilegiada, é verdade. Suas matas, rios e cachoeiras são deslumbrantes e já justificam uma viagem turística, porém, a surpresa maior pode estar no conteúdo da sua geografia.

O Amapá tem história e arqueologia, tem tradições, quilombos, festas populares, artesanato, culinária irresistível, pescaria, passeios contemplativos e trilhas radicais, hotéis para qualquer orçamento. O Amapá tem até surf! Isso mesmo! Surf nas águas amazônicas, na maior pororoca do planeta, ondas formadas pelo embate das águas poderosas, fluviais e oceânicas, que banham o Estado.


Surf nas águas do rio Amapari - diversão única.

Numa terra de superlativos, o rio que passa na porta da capital, Macapá, é só o maior do mundo, o Amazonas. Para quem olha pela primeira vez, é inevitável um espanto que paralisa os olhos e o pensamento. É preciso tempo para olhar direito, ou melhor, observar. O melhor lugar para isso são os pisos superiores dos restaurantes da avenida que margeia o rio, saboreando peixe, é claro. À noite, a escuridão tira o rio do cenário e a mesma avenida se ilumina para receber boêmios e baladeiros.



Baladas sob rítmos regionais e deliciosa culinária, à beira do Amazonas.

Como curiosidade, Macapá é a única capital brasileira cortada pela linha do Equador, que divide a Terra nos hemisférios norte e sul. Tudo bem, é apenas uma curiosidade, mas também a oportunidade de dar uma chegada até o monumento Marco Zero, local exato da passagem da linha, onde são promovidos eventos oficiais e festas populares. O monumento e também o mercado popular são bons locais para entrar em contato com o alegre e hospitaleiro povo amapaense. A capital tem apenas 360 mil habitantes e nenhum sinal de gente estressada nas ruas. É fácil abrir conversa com os moradores.



Para conhecer as atrações amapaenses, o melhor é recorrer aos guias turísticos. Na capital há guias de bom repertório cultural para atender ao turista em busca de uma experiência que somente o conhecimento e a interação podem proporcionar. Para o viajante, seria imperdoável retornar do Amapá levando na bagagem existencial apenas as imagens gravadas na máquina fotográfica, por mais belas que fossem.

 



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