Postado em 29/10/2009 13:01 por Fernando Gomes
Especial Amapá 2 - A fortaleza guarda muitas histórias

Fortaleza de São José: vigilância permanente na foz do Amazonas
Antes de sair para o interior do Amapá, é recomendável visitar as atrações turísticas da capital, onde estão as principais referências históricas do Estado. A mais impressionante é a Fortaleza de São José, bem junto à margem esquerda do rio Amazonas.

Uma micro cidade construída há quase 230 anos por escravos negros e índios
Construída entre 1764 e 1782, é a maior fortificação histórica erguida no Brasil, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Suas edificações ocupam uma área de 127 mil m2, protegidas por muralhas com 15 metros de altura, feitas de pedras fixadas com argamassa de cal e argila. O autor do projeto, o português Henrique Galúcio, queria, com a fortificação, desencorajar novas tentativas de invasão e manter a soberania de Portugal na região. Além dos lusitanos, outros exploradores praticavam na época a radical modalidade de travessia do Atlântico à caravela. Espanhóis, ingleses, holandeses e franceses vinham bater aqui na foz do Amazonas com o mesmo apetite pelas riquezas da nova terra. Com receio de perder o que consideravam um paraíso, os lusitanos deram início à construção da fortaleza, definindo uma posição militar estratégica – a foz do Amazonas. A majestosa fortificação foi erguida por mãos de escravos negros e índios, caboclos, mestres de ofício e soldados. A obra consumiu muitas vidas e impôs dificuldades incalculáveis.

A praça principal da fortificação tem a forma quadrada, com oito prédios para aquartelamento
Oprimidos por doenças e pela disciplina militar os índios desapareciam nas matas sem pedir as contas. Os negros tentavam fazer o mesmo, mas, sem ter destino certo, eram facilmente capturados. Assim, dezoito anos se passaram e a fortaleza não foi totalmente concluída. Desse tempo deve-se descontar um intervalo de seis anos, pela morte de D. José I, rei de Portugal. No fim, a fortaleza cumpriu seu papel estratégico para Portugal sem jamais ter trocado tiros com alguém. Hoje ela guarda nas suas próprias estruturas e nos seus documentos muitas histórias boas de serem ouvidas lá mesmo, entre muralhas, pela voz dos competentes guias que recebem os visitantes.









1. Meu caro editor, gostaria de vos parabenizar pela inserção do Estado do Amapá, da forma como foi feita, respeitosa e rica de informações. Na verdade, o estado mais preservado da federação não é muito conhecido devido sua distância do grande centro/sul do país, no entanto, está de portas abertas para receber todos os nossos compatriotas ou não que pretendam conhecê-lo. Estamos aqui de braços abertos.
Afinal, "Aqui começa o Brasil".