Encontro de naturezas: Vale do Rio Guaporé
O vale do Rio Guaporé une o que de mais exuberante a natureza brasileira tem: é o ponto de transição entre o Pantanal mato-grossense e a Floresta Amazônica. Lá, entre os campos alagados e vegetação de cerrado, despontam formas de vida que, unidas à fauna e flora amazônica, são uma explosão de vida.

Do encontro da floresta tropical, mata de igapó a campos alagados aparecem aves, peixes, jacarés, tartarugas e muitas outras formas de vida só encontradas ali. O vale do Guaporé, que fica a 200 km de Cuiabá, atravessa uma área de 1,5 milhão de hectares, que abrangem o território brasileiro e boliviano, no sudeste da Bacia Amazônica e ao norte do pantanal mato-grossense.
Atualmente, estuda-se a possibilidade de transformar a área em uma unidade internacional de conservação, incluindo as serras de Santa Bárbara e Ricardo Franco, que separa o território brasileiro do boliviano, e é o ponto mais alto do estado. Essa serra fica no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, que, fundada em 1746, foi a primeira capital do Mato Grosso. A cidade teve prosperidade na época em que tinha essa posição, mas com a mudança da capital para Cuiabá em 1820, parou no tempo. Hoje lá vivem os nativos, que aos poucos foram se misturando com povos de civilizações africanas, andinas e indígenas da Amazônia. As ruínas da Igreja Matriz [foto acima] e tradições populares como a dança do Congo e do Chorado tornam o povoado uma verdadeira relíquia antropológica.







